Sobre aceitação

Aos 26 anos estou descobrindo o que significa, de fato, me aceitar. Não se trata somente do corpo, se trata de quem você é por inteiro, por dentro e por fora. É saber no que você é bom e no que você não é, é saber o que você gosta e o que você não gosta, é saber que o seu corpo é só seu e que ele tá contigo a vida inteira, então ter marcas é normal. É saber que você é diferente de todo mundo e amar isso.

Por muito tempo eu me senti mal por não ser parecida com fulana, porque ela é incrível;
Por não ser habilidosa como ciclana e por não ser tão inteligente quanto beltrana;
Me senti mal por não ter terminado a faculdade ainda, mesmo no fundo eu sabendo que estou fazendo o que posso para concluir;
Me senti mal por não saber cozinhar várias coisas gostosas e pela minha casa não estar sempre limpa, mesmo no fundo eu sabendo que odeio cozinha e que a casa de ninguém é limpa o tempo todo;
Me senti mal por não ser fluente em inglês ainda, mesmo sabendo que hoje eu tô fazendo o que posso para melhorar cada vez mais;
Me senti mal por usar biquíni na praia, porque meu corpo tem marcas e eu sentia vergonha delas;
Me senti mal por ser magra demais. Depois engordei consideravelmente e me senti mal por ter engordado;
Me senti mal por não ser profissionalmente bem sucedida, afinal falta pouco para os 30. O tempo passa tão rápido e em algum lugar da minha cabeça aos 30 eu já deveria estar no ápice das minhas realizações;
Me senti mal por não ser carinhosa, por não ser mais vaidosa, por não gostar de malhar, por amar batata e por ter medo de estacionar às vezes;
Me senti mal por não ser melhor. Mas melhor pra quem?

No final, me senti mal tantas vezes simplesmente por ser eu. E o pior é que muitas vezes me peguei me desculpando ou me justificando por isso.
“Desculpa, a casa está uma bagunça. É que não tive tempo de limpar/arrumar ainda, mas amanhã vou fazer isso.”;
“Ainda não me formei porque pago por matéria e não tenho condições financeiras de fazer um monte ao mesmo tempo, porque é muito gasto, sabe. Mensalidade, gasolina, estacionamento. Ou, mesmo que eu vá de ônibus, são X pra ir e Y para voltar. E eu trabalho, né, nem sempre dá tempo de chegar lá na hora de carro, imagina de ônibus.”;
“É, eu sei que engordei, estou tentando emagrecer, mas sabe como é, né. Não é fácil.”;
“Tô tentando arrumar outro emprego, mas o mercado tá difícil. Mando um monte de currículo…”.

São tantas desculpas que já me peguei dando todos os dias que dá tristeza de lembrar.

Eu falei sobre coisas que me incomodavam, falei no passado e continuo falando, mas isso não quer dizer que não me incomodem mais. Aceitação é um processo diário. É amar quem você é simplesmente por você ser e isso é difícil pra caramba. Mas não é impossível.

Quanto às desculpas…
Uma coisa que a vida me ensinou foi:
NUNCA PEÇA DESCULPAS POR SER QUEM VOCÊ É.

A vida é sua, os problemas são seus e o tempo é seu. O seu tempo nunca vai ser o mesmo de outra pessoa, seja por condições financeiras, psicológicas, familiares ou quaisquer outras. Quem te ama vai ficar ao seu lado e admirar a pessoa incrível que você é, e quem se afastar só vai fazer um favor. 🙂

A batalha é diária e eu sei que não estou sozinha. Nem você. Então se cerque de pessoas que você ama e admira, inspire-se e, acima de tudo, se ame. A vida é muito curta.

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Chico Buarque me entende – o tempo, a vida e a frustração

Eu sempre tive mania de escrever o que estava sentindo. Sempre achei que com isso descarregava tudo de ruim que estava dentro de mim e me renovava, pronta para encarar a próxima página em branco.

Acontece que, não sei quando exatamente, eu parei. Me deixei dominar por todos os sentimentos e não escrevi uma única palavra sobre eles. O resultado? Um desastre completo.

Os dias corroem a gente por dentro. São pesados, apressados. Quando a gente vê o tempo passou, os dias mudaram, as coisas ao seu redor se renovaram, mas e você?

“Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lᔹ

Recentemente li o livro #Girlboss e a autora conta, num determinado trecho, que o pai dela dizia que quem espera que a vida mude fazendo sempre a mesma coisa todos os dias só pode ser louco – alguma outra pessoa já deve ter dito isso e deve ter uma citação dessas pela internet com certeza, mas a referência no livro foi ao pai dela, então, se ele falou, tá falado – e não é que o cara tem razão? E o pior de tudo, me peguei sendo essa louca.

“A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir”¹

Escutar Chico Buarque é uma coisa maravilhosa, ô homem pra ter algum pouco de razão. Não é todo dia que a gente encontra um, não é mesmo.

Conforme podemos observar não tenho um pensamento linear, mas, como dizem por aí, segue o baile.

De vez em quando me lembro de uma frase – talvez porque ela sempre apareça pelas redes sociais afora – que me dá uma boa pauta para reflexão:

“A criança que você era teria orgulho da pessoa que você é hoje?”

Qual é a sua resposta?

Eu sei que a minha é não. Ok, pessoas otimistas e positivas da vida dirão que eu sou uma pessoa legal, que tem família, saúde e sei lá mais o quê, mas acredito que o cerne dessa pergunta não seja esse.

Veja bem, meu sonho de criança nunca foi casar e ter filhos. Sempre foi ser independente e profissionalmente bem resolvida. Estou até amenizando nessa frase, porque a verdade é que sempre fui bem Cristina Yang mesmo.  No entanto, olha como a vida é. Hoje já moro com o meu namorado há mais de 3 anos e estou desempregada, trabalho como freelancer numa área que não é nem a que eu estudo. Até a Yang teve seus dias ruins, né, então me dê um desconto.

Ainda não tenho vontade de casar mesmo, vestido branco e tudo mais, nem de ter filhos humanos, já que filhos felinos eu tenho dois e foi uma das melhores coisas que já puderam acontecer para mim. E não me entenda mal, minha vida amorosa tá resolvida e eu tô feliz, mas a profissional… Continuo com o meu sonho de criança, porém frustrada.

A culpa é da vida?
Não, a culpa é minha. Caí na mesmice e no tal comodismo que eu sempre odiei. Me isolei na minha zona de conforto de tal forma que dei valor a tudo, menos ao que me interessava de fato. Acontece. Mas não pode acontecer. Não recomendo, pelo menos. Não sigam esse caminho, crianças. 🙂

“Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração”¹

Hoje tenho 26 anos, faço 27 em julho e se eu tô pirando?
Tô, sim.

Mas bora rodar com o mundo, com a roda-gigante, com o rodamoinho, com o pião e com o tempo, porque, como diria Chico em outra canção:

“Amanhã vai ser outro dia…”

¹ Roda Viva – Chico Buarque

Comprar menos e ler mais – o que pretendo ler em 2018

Sabe aquela vontade louca de comprar as coisas e no final não conseguir usá-las direito? É o que tenho sentido com os meus livros.

Em 2017 comprei menos livros que em 2016, sem dúvidas. Não que eu tenha anotado, mas em 2016 eu fui praticamente todos os sábados na Livraria Cultura e sempre saía de lá com pelo menos um livro. As meninas que trabalham na cafeteria inclusive falam que estou sumida ultimamente. haha

Em 2018 pretendo comprar ainda menos e, pelo fato de não ter bienal no RJ no próximo ano, acredito que eu vá conseguir.

O porquê disso é: estou com muitos livros não lidos e quanto mais eu compro mais fico ansiosa pela leitura de todos. O que obviamente não consigo fazer -não igual ao Flash, como eu gostaria -, o que me deixa frustada e ansiosa.

Então, para o próximo ano fiz essa lista – que é grande, mas não impossível – dos livros que tenho em casa e gostaria muito de já ter lido. Não estou me impondo uma meta nem nada parecido, é só uma lista para que eu consiga acompanhar o decorrer das minhas leituras e para eu ter uma noção de quantos desses eu vou conseguir ler até o final de 2018.

A ideia é ler mais e comprar menos. 🙂
Segue a lista:

  1. Meio Sol Amarelo | Chimamanda Ngozi Adichie
  2. Americanah | Chimamanda Ngozi Adichie
  3. No seu pescoço | Chimamanda Ngozi Adichie
  4. Infiel | Ayaan Hirsi Ali
  5. Hospício é Deus | Maura Lopes Cançado
  6. A Morte do Pai | Karl Ove Knausgård
  7. Gabriel García Márquez – Uma Vida | Gerald Martin
  8. Cheiro de Goiaba | Gabriel García Márquez
  9. Fico besta quando me entendem | Hilda Hilst
  10. Um teto todo seu | Virginia Woolf
  11. Ao Farol | Virginia Woolf
  12. A marca na parede e outros contos | Virginia Woolf
  13. O Iluminado | Stephen King
  14. Frantumaglia | Elena Ferrante
  15. As coisas que perdemos no fogo | Mariana Enriquez
  16. O Morro dos Ventos Uivantes | Emily Brontë
  17. Má Feminista | Roxane Gay
  18. Quarenta Dias | Maria Valéria Rezende
  19. Ensaio sobre a cegueira | José Saramago
  20. Anna Kariênina | Liev Tolstói
  21. Guerra e Paz | Liev Tolstói
  22. Os Maias | Eça de Queiroz
  23. O mundo assombrado pelos demônios | Carl Sagan
  24. A Sombra do Vento | Carlos Ruiz Zafón
  25. Palácio de Inverno | John Boyne
  26. Stoner | John Williams
  27. Cotoco | John Van de Ruit
  28. A arte de pedir | Amanda Palmer
  29. O apanhador no campo de centeio | J. D. Salinger
  30. Pecados da casa dos Borgia | Sarah Bower
  31. Ventania | Alcione Araújo
  32. Caderno de um ausente | João Anzanello Carrascoza
  33. Menina escrevendo com pai | João Anzanello Carrascoza
  34. A pele da terra | João Anzanello Carrascoza
  35. Outlander – A cruz de fogo – Parte 1 | Diana Gabaldon
  36. O Sorriso da Hiena | Gustavo Ávila (emprestado de uma amiga) ✔
  37. Jane Austen – Uma vida revelada | Catherine Reef
  38. Admirável Mundo Novo | Aldous Huxley
  39. A Maçã no Escuro | Clarice Lispector
  40. Todos os contos | Clarice Lispector

Observações:

  • Não vou deixar de comprar livros, vou só tentar comprar menos.
  • Participo do clube de leitura Leia Mulheres do RJ sempre que posso, portanto, encaixarei mais os livros do clube durante o ano.
  • Sei que não conseguirei ler todos, até pelo tamanho de uma grande maioria que está na lista, mas vamos que vamos!
  • Aceito companhias. Se tiver algum desses livros em casa e quiser ler também, entra em contato que a gente troca impressões/opiniões durante a leitura. 😀

Melhores Leituras de 2017

O segundo semestre de 2017 não rendeu muitas leituras, mas o primeiro semestre salvou a listinha.

1 – OS MISERÁVEIS

Os Miseráveis se passa na França do século XIX e conta, entre várias histórias, a história da vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade. E isso é tudo o que vou dizer para não estragar nada.

Tem parte chata do livro? Tem sim. Tem personagem insuportável? Também.

Mas Jean Valjean e o Bispo salvam a narrativa toda.

2 – O CONTO DA AIA

O Conto da Aia foi um dos livros mais comentados e vendidos após Donald Trump ter sido eleito presidente dos EUA.

Resumindo bastante a história:
O livro é uma distopia ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo. As mulheres são dividias entre férteis e inférteis. As que podem ter filhos usam roupas vermelhas e toucas brancas com grandes abas para que não possam enxergar ao redor e são mantidas nas casas dos Comandantes para serem estupradas uma vez por mês por eles na intenção de procriar. As mulheres que criam esses filhos são as Esposas dos Comandantes, que são inférteis e usam vestidos verdes.

A história é de dar medo, porque, como diria Simone de Beauvoir:

“Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida.”

Fiquei na dúvida sobre ele ter sido uma das melhores leituras, porque gostei mais da série que do livro. Achei o livro lento e confuso certas vezes, mas isso não tira a importância dele, por isso está aqui.

3 – HISTÓRIA DA MENINA PERDIDA

A Ferrante é um caso sério na minha vida, e pelo que já pude observar nas redes sociais, na vida de muitas outras pessoas também.

Tendo acompanhado os livros da série, digo que o desfecho da história da Lila e Lenu não poderia ter sido melhor.  Depois do final daquele terceiro volume que me deixou louca de raiva, o quarto romance veio para acertar as coisas e deixá-las menos insuportáveis, afinal. E quando digo insuportáveis, refiro-me a certos personagens mesmo, que muitas vezes tiraram a minha paciência. Lila e, principalmente, Lenu, não ficam de fora dessa. Nino, então, sem comentários.

O quarto volume foi reconfortante. Cada um com o seu destino, cada um no seu lugar. Deu uma acalmada no coração, mas ao mesmo tempo uma vontade de ler tudo de novo.

4 – CAPITÃES DA AREIA

Capitães da Areia é o nome de um grupo de menores abandonados que crescem nas ruas de Salvador, vivem em um trapiche e roubam para sobreviver.

Jorge Amado acabou comigo nesse livro. Me tornei amiga daquelas crianças. A dor delas era minha. Torci por elas e me emocionei. São crianças. Crianças que vivem à margem das convenções sociais e o que mais anseiam é liberdade, mas ainda são crianças.

Resumo: é um livro necessário.

“Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes.”

5 – A GUERRA NÃO TEM ROSTO DE MULHER

A história da Segunda Guerra todo mundo sabe e, se não sabe, é muito fácil obter informações, mas esse livro não se trata da história em si, quem ganhou, quem perdeu. Se trata do que ficou para cada uma dessas mulheres, do significado, da emoção, das marcas, do cheiro e das cores da vida e da morte.

“Será que havia filmes em cores na guerra? Nela, é tudo negro. Só o sangue tem outra cor, só o sangue é vermelho…”

A guerra realmente não tinha rosto de mulher para mim, até ler esse livro.

É outra leitura necessária.
Aliás, estou observando agora que a maioria dos livros dessa lista são tensos, densos e de cortar o coração. Faz parte.

6 – NINGUÉM VIRA ADULTO DE VERDADE

Esse eu não tenho foto da capa e peguei emprestado de uma amiga. ❤ Obs. Já devolvi.

Para dar uma descontraída nessa lista de livros tensos, venho falar sobre um amor bem divertido: Ninguém Vira Adulto de Verdade.

Fazia tempo que eu não me via tanto dentro de um livro, ou, nesse caso, uma história em quadrinhos. Em suas tirinhas a autora conta como é ser um jovem adulto na vida moderna.

 

 

 

 

 

 

 

 

Quero ler mais Sarah Andersen. 🙂

7 – CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

Até hoje só não gostei de um livro do autor, o Memória de Minhas Putas Tristes, que não vem ao caso agora. Sempre espero muito das narrativas do García Márquez e o Crônica de uma Morte Anunciada não me decepcionou, pelo contrário, li de uma vez só. Não deu pra parar.

“No dia em que o matariam Santiago Nasar levantou-se às 5h30m da manhã.”

O autor começa o livro assim e no decorrer explica a tragédia. Agora, me diz, como largar um livro desses? É bem curto, mas instigante.

8 – MAUS

Outra hq emprestada da amiga. 🙂

Nessa história em quadrinhos, o autor sueco Art Spiegelman narra a luta de seu pai, um judeu polonês, para sobreviver ao Holocausto.

Assim como outros que indiquei nessa lista, Maus é emocionante e se faz necessário. Um dos melhores, sem dúvidas.

9 – TEORIA KING KONG

Fiz essa leitura para o clube Leia Mulheres de Niterói, mas infelizmente não pude ir.

A sinopse do livro é a seguinte:

Este livro é um grito — de dor, de guerra, de liberdade. Em nome de todas as mulheres que não se enquadram, mas também de todos os seres que fogem de estereótipos, Virginie Despentes expõe sua intimidade: de punk a prostituta, de vítima de estupro a cineasta.

Eu não poderia descrever melhor e não recomendo para qualquer um.

10 – 1984

Não tenho foto desse livro, mas tenho ele em casa. Estou inspirada para acabar esse post, então a foto dele fica para a próxima. 😀

1984 conta a história de Winston que vive num sociedade completamente dominada pelo Estado, vivendo assim submisso ao poder do Partido e do Grande Irmão. Essa submissão é relatada durante o livro com foco na rotina do personagem, que é vigiado até mesmo dentro de casa por câmeras.

Esse é mais um daqueles que dão medo, porque, apesar de publicado em 1949, o livro é muito atual. Qualquer um que ler vai ver um pouco do seu mundo ali e, pior, vai ver o que ele um dia ainda pode se tornar.

Para quem não sabe, o Big Brother foi inspirado nesse livro.


Costelinha aprovou. 😉

A Contribuição da Literatura na Formação do Jornalista

Qual a relação entre a literatura e aquele que escolheu o jornalismo enquanto profissão?

A última pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em maio de 2016, mostra que o número de brasileiros leitores aumentou. Em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. Visto que a literatura é um importante instrumento de educação, formando leitores críticos, qual a relação entre a ela e o jornalismo?

Para Brenda Bellani, jornalista e tradutora, a literatura contribui na formação do profissional de jornalismo. “De maneira geral, ler nos ajuda a adquirir vocabulário, treinar a leitura em idiomas estrangeiros, aprender sobre o mundo, tornarmo-nos mais empáticos e desenvolver o pensamento crítico. Tudo essencial ao jornalismo.”, disse.

A proximidade entre jornalismo e literatura é tão grande que grandes escritores tiveram experiência jornalística, como Gabriel García Márquez, Nelson Rodrigues e Graciliano Ramos.

García Márquez afirmou, durante toda sua vida, que ele era, sobretudo, um jornalista. Dava declarações nas quais dizia “Aprendi a escrever contos escrevendo crônicas e reportagens” ou “O jornalismo me ajudou a escrever”.

A literatura se diferencia do texto jornalístico, pois enquanto um narra um fato, o outro apenas o expõe, mas a linha entre eles é tênue. Muitas reportagens utilizam recursos literários quando querem despertar emoções no leitor. “Acredito que utilizo de técnicas do jornalismo literário tanto no meu trabalho como redatora e editora quanto no meu blog pessoal, uma vez que ambos me permitem uma abordagem mais subjetiva, pessoal e criativa aos temas tratados.”, disse Brenda.

A jornalista contou o que a motivou na escolha da profissão. “Eu me decidi pelo jornalismo muito cedo, aos 12, 13 anos. Inicialmente, a área me pareceu ideal por amar ler e escrever. Com o tempo, percebi que estas motivações eram um pouco ingênuas ou insuficientes. Sempre tive mais desenvoltura com Humanas e o jornalismo permitia desenvolver habilidades que me interessavam. Meu sonho sempre foi escrever como profissão, algo que a formação me ajudou a realizar.”, explicou.

Quando questionada de que forma a literatura influencia em sua vida, Brenda afirmou que é uma paixão. “A literatura é uma paixão da minha vida. Ela influenciou a minha escolha pela pós-graduação em Língua Inglesa e Tradução. Influenciou também o meu projeto pessoal de manter um blog literário chamado Sobre Livros e Traduções. Ela influencia na gestão do meu tempo – estou sempre encaixando a leitura em minhas horas vagas, de lazer e de descanso. No âmbito pessoal, ela me ajuda a evoluir o vocabulário, treinar a leitura em inglês, ter conhecimentos de diferentes assuntos, conectar-me a diversas causas e ter um senso crítico mais aguçado.”, disse.

A jornalista conta, ainda, como conseguiu unir as suas paixões. “Eu consegui unir o meu amor por jornalismo, tradução e literatura no blog https://sobrelivrosetraducoes.com.br/, que eu mantenho sozinha e totalmente por hobby. Graças a ele, já vivenciei muita coisa legal, como cobrir a Bienal do Livro, a Flip, e a passagem do John Green e da Jojo Moyes no Brasil.”

E, por fim, dá um conselho aos estudantes de jornalismo. “Eu super recomendo a experiência internacional aos formandos de jornalismo. Ela acabou ditando o rumo da minha vida profissional após o meu retorno ao Brasil. Foi por causa do intercâmbio que eu consegui um emprego ligado à educação internacional e também resolvi virar tradutora.”, aconselhou Brenda Bellani.

Maratona Skindô Skindô – Metas de Leitura

A Maratona Skindô Skindô é uma maratona de carnaval organizada pela Tatiana Feltrin no canal dela no youtube, o TLT. O objetivo é nada menos do que aproveitar o feriadão para ler. Ela já está em seu terceiro ano consecutivo, mas esse é o primeiro em que vou participar. Hoje, então, vou aproveitar para listar aqui as minhas metas de leituras para os próximos 6 dias.

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METAS

[1] Jornal Rascunho do mês de fevereiro
Ainda não li nada do jornal desse mês, então vou providenciar. 🙂

[2] Revista Cult do mês de fevereiro
A revista de número 220 fala sobre as Mulheres na Vanguarda, Prenúncio da Revolução Russa.

[3] Repeteco (quadrinho) # Bryan Lee O’Malley
Uma amiga me emprestou, então pretendo ler para devolver logo.

[4] Talco de Vidro (quadrinho) # Marcello Quintanilha
A mesma amiga que me emprestou o Repeteco e quase todos os outros quadrinhos que leio, portanto, mais um para devolver em breve.

[5] Outlander, a Cruz de Fogo – Parte 1 # Diana Gabaldon
Esse eu vou ler no kindle. Pretendo ler uns 5 capítulos pelo menos, porque estou morrendo de saudades do Jamie e da Claire. ❤

[6] 1984 # George Orwell
Já era até pra eu ter lido esse livro, mas esses últimos dias não foram favoráveis a leitura. Então, do 1984 eu quero ler até a página 102, capítulo 8. Se eu ler mais, é lucro. 🙂

[7] Gabriel García Márquez – Uma Vida # Gerald Martin
Esse faz parte da minha pilha da vergonha. Faz tempo que tenho e ainda não li, mas é meta pra esse ano, então pra começar logo quero ler até a página 76, capítulo 3.

[8] O Morro dos Ventos Uivantes # Emily Brontë
Outro da pilha da vergonha. Ganhei no mesmo aniversário que ganhei a biografia do Gabo e ainda está aqui. Quero me redimir e tentar ler ele todo.

[9] Confissões de um jovem romancista # Umberto Eco
Minha amiga dos quadrinhos me emprestou esse livro também e ele só tem 190 páginas, será que consigo terminar? Vou tentar. 😉

Lá vou eu com a minha pilha irreal de leitura pro carnaval…

Quando começa e quando termina a maratona?

  • Início: Sexta, dia 24 de fevereiro de 2017.
  • Fim: Quarta, dia 01 de março de 2017.

Semana que vem tem post de encerramento e no decorrer desses dias vou postar na minha conta do Instagram o que tenho lido e como andam as leituras. A hashtag criada pela Tati é #maratonaskindoskindo2017.

Participa também e me conta as suas metas de leituras. ❤

Vídeo da Tati sobre a maratona: Maratona Skindô Skindô – Ano 3: Apresentação + TBR | Tatiana Feltrin

Bom carnaval para vocês, boas leituras e até mais!